quarta-feira, 8 de junho de 2011

Descobri como é que as pessoas conseguem escrever.

Quantas e quantas vezes parei, pensei, me espremi por dentro, numa tentativa de que minhas palavras soassem bem, expressassem tão belos sentimentos que moravam em mim... mas nada conseguia.

O intelecto não trabalha a favor das Ideias.

O intelecto trava, bloqueia o canal de transmissão...

Mas a Arte (ela, sim, minha maior Mestra) me ensinou a utilizar essa canalização das Ideias em minha vida, em diversos aspectos.

Um deles foi o uso as palavras.

Elas agora jorram de mim.
Elas parecem desesperadas para ver o mundo que não viam daqui de dentro.
Elas são a expressão do que de mais Belo e Profundo mora em mim.

Desconfio também, que o que mora hoje em mim seja mais Belo e mais Profundo do que jamais foi, e isso certamente contribuiria para essa obstinada decisão das minhas palavras de saltar para o mundo.

E eu apóio:
Saltem!
Se joguem!
Se atirem despenhadeiro abaixo!

Talvez a altura seja apenas uma ilusão...
A ilusão de que haverá um fim, quando na verdade todo fim é apenas o recomeço da grande queda, que vista de outro ângulo é o meu tão sonhado vôo em direção aos céus.

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